Profecias Maias

18-11-2011 13:18

O Dia do Juízo Final!!!


Os cálculos precisos que os maias conseguiram fazer sobre eventos do
universo é um mistério que intriga até cientistas...

Profecias Maias


Todos os anos, milhares de pessoas invadem Chichen Itza para
observarem um estranho fenômeno. As 15:00 horas do equinócio da
primavera e do outono, o jogo de luzes forma a sombra de uma serpente
sobre a escada que se encontram com sua cabeça esculpida na base da
pirâmide de Kukulcan . Para muitos esta serpente é um alerta para uma
catástrofe que está prestes a acontecer. Os cientístas não sabem o
significado da serpente. O que sabem é que é preciso ter muito
conhecimento científico para construí-la. Lembre-se que ela foi
erguida a mais de mil anos. “Esta silhueta simboliza a serpente
descendo do céu para o plano de existência terrestre e entrando no
final do dia nas profundezas”. diz o Dr. Alen F. Chase - Professor de
Antropologia da Universidade Central da Flórida. O conhecimento
avançado do templo e espaço culminou na construção da pirâmide de
Kukulcan, nome da divindade suprema dos maias. Kukulcan é na verdade
um calendário tridimensional. “A pirâmide de Kukulcan é um zigurate de
pedra de quatro lados que na verdade é um calendário. Somando os 91
degraus de cada lado mais a sua plataforma, o total é 365 dias, como
os dias do ano. O incrível é que os maias ergueram a pirâmide de modo
que no equinócio o sol atinja a face norte criando a sombra de um
serpente gigante.”, diz Steven Alten.

Como os maias adquiriram profundo conhecimento do tempo continua um
mistério, mas eles atribuiam este conhecimento a Kukulcan, um deus
onisciente, que não tinha nenhuma semelhança com o povo de pele
morena. Kukulcan era descrito como um homem alto e branco com longos
cabelos e barbas brancas e brilhantes olhos azuis. Tinha o crânio
alongado, o que fazia as mães maias amarrarem tábuas nas cabeças dos
bebês para alongar os crânios. Por volta do ano 1000 d.C., por razões
desconhecidas, Kukulcan deixou Chichen Itza e voltou para o mar, de
onde muitos acreditam que ele viera. Antes de partir prometeu ao povo
que um dia voltaria, mas isto nunca aconteceu.


A história maia


Como os maias usaram seu calendário para prever dados futuros,
inclusive o fim do mundo, com tanta precisão? Para responder a esta
pergunta, precisamos conhecer um pouco a civilização maia. Os maias
foram uma ramificação da civilização Olmeca que floresceu no México e
América Central por volta do ano 500 a.C. O auge dos maias ocorreu
entre 600 e 900 d.C. quando se comparavam a civilizações da
Mesopotâmia. Tinha escrita hieróglifa, redes comerciais, arte, cultura
e tudo mais. A cidade de Chiten Itza era o centro religioso,
cerimonial e cultural da região. Eles não utilizavam a roda, mas
tinham conhecimentos avançados de astronomia, arquitetura e
matemática. Faziam previsões em observtório astronômicos baseando-se
em equinócios e nos ciclos de Vênus. Eles registravam seus dados em
entalhes e códices com complexos hieróglifos. Em 1519, o conquistador
espanhol Ernam Cortez aportou em terras maias, que pensaram se tratar
da volta do grande lider Kukulcan. Esta confusão quase levou a sua
destruição. Em 50 anos perderam 90% de sua população. Por esta razão,
os cientístas tem dificuldade em saber sobre a região maia na
antiguidade. Os rituais maias, como o sacrifício humano e o
alongamento de crânios, causaram repulsa aos conquistadores e padres
que os converteram ao cristianismo e destruiram todos os seus códices,
exceto 4, que estão em diferentes bibliotecas da Europa. Se os códices
não tivessem sido queimados, hoje saberiamos muito mais sobre os
maias. O mais famoso é o Códice de Dresden, que seria a chave para o
calendário e as profecias maias. Para alguns, ele guarda a data exata
de nosso fim.


O Códice de Dresden


Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente.
Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do
futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice
continha uma série de previsões astronômicas. Os eclípses e ciclos
lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama
da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro.
Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais
avançado até mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia
haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as
profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender
como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil.
Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as
profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de
decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as incrições maias nos
monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientístas
chegaram é que os maias eram obsecados pelo tempo e tinham uma visão
muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que
aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente.
Para nós o tempo é linear.


O calendário maia


Foi com esta visão cíclica do tempo que os maias criaram o calendário
mais sofisticado já concebido por uma civilização. Complexo e preciso,
na verdade são 3 calendários em 1. O primeiro e mais conhecido é o
calendário Solar, conhecido como Haab. Tem 365 dias divididos em 18
meses e 20 dias, mas um curto período de 5 dias, considerado muito
desfavorável. Seus cálculo são tão precisos que ele é 4 segundos mais
precisos que o calendário usado hoje! O segundo calendário é o
cerimônial de 260 dias, chamado Tolkien, que consistia em 13 números
combinado em 20 dias (13*20=260). Este calendário era usado para
entender várias dimensões da experiência humana. Por exemplo,
baseia-se no período de 9 meses da gestação humana. Eles usavam este
calenário para unir processos divinos e terrenos. Mapeava o destino
dos maias, pois cada dia do Tolkien tinha um siginificado especial
ditado ao seu nome e alinhamento astrológico a ele associado, como um
Zodíaco. Usavam este calendário para batizar crianças, decidir o
melhor dia para batalhas e casamentos, e prever fenômenos astronômicos
como eclípses e os ciclos de Vênus. Os maias combinavam o Haab com o
Tolkien como duas engrenagens, formando o chamado calendário circular,
que é um ciclo de 52 anos que combina o ano solar com o ciclo de 260
dias. Os números, os dias, os meses só se repetem a cada 52 anos. Isto
equivale hoje ao nosso século. O terceiro calendário que os maias
usavam para calcular o tempo é o de Conta Longa. Este sistema era
central para o conceito maia de tempo. Foi através deste calendário
que os maias calcularam o fim do mundo e fizeram suas outras
predições. A conta longa media o tempo transcorrido desde a mítica
origem dos maias. Transcrevia o tempo de vida de reis e indivíduos.
Após anos recolhendo dados astronômicos, arqueológicos e
iconográficos, estudiosos calcularam que o calendário de conta longo
teria começado em 13 de agosto de 3114 a.C. e terminaria em 21 de
dezembro de 2012, o dia do juízo final. O calendáiro de conta longa
contêm unidades de tempo chamados Katuns que equivalem cerca de 20
anos. Para cada Katun, os maias formulavam uma profecia específica. Os
Katúns e suas profecias se repetiriam a cada 260 anos.


As profecias de Chalam Balam


As mehores profecias maias estão no livro de Chalam Balam. Era o nome
do sacerdote que previu a chegada dos brancos barbados a Yucatán. O
maias sobrepuseram o ciclo Katun a sua história e supuseram que se
repetiria infinitas vezes. Por exemplo:

- O 13º Katun ocorreu em 1520 quando os conquistadores espanhóis
chegaram ao México, voltou a ocorrer em 1776, no período que
corresponde as revoluções francesas e americanas. Chalam Balam fez a
seguinte previsão para o 13º Katun: Será uma época de total ruína onde
tudo se perderá. Será a época do julgamento de Deus. Haverá epidemias
e pragas e depois virá a fome. Estrangeiros conquistarão governos e
sábios e profetas encontrarão seu fim.

- O 10º Katun coincide com o desaparecimento dos maias do sul e diz:
Mais uma vez a desgraça se abate sobre a Terra. Secas e fomes e uma
época de ocupação estrangeira, mudanças e tristezas. Foi neste Katun
que ocorreu também a 2º Guerra Mundial

- O 5º Katun menciona: Um tempo de infortúnios, de incisão entre
líderes e liderados, o povo perderá a fé em seus lideres que poderão
ser maltratados, até mesmo enforcados, haverá também cobras em
abundância. A fome será grande e poucos nascerão neste período. O 5
Katun ocorreu pela última vez em 1855, quando ocorreu a guerra civil
americana. Os que estudam os Katuns notam mais semelhanças entre o
passado distante e o passado mais recente.

- O 8º Katun é um dos piores, foi neste período que Chichen Itza foi
destruída e aguerra do Vietnã dividiu os EUA. Diz o 8º Katun: Uma
época de extermínio e destuição entre os governantes. Do fim da
cobiça, mas de muita luta. Uma época de se ficçar em outro lugar.

- O 6º Katun. Watergate, o escâdalo Irã contra e a camapanha contra a
fome na África, parecem únicos na previsão para o 6º Katun, que teve
início em 1973. Diz o 6º Katun: Uma época de um governo mal e
enganoso, muitos morrerão de fome.

- O 2º Katun, que vai ocorrer após 2012, diz: Para metade haverá
alimentos, para outros infortúnios. É a época em que terminará o mundo
de Deus. A época de se unir por uma causa.

- O 4º Katun. É o que vivemos hoje. Começou em 1993 e terminará em
2012. Durante este período, segundo Chalam Balam, a divindade suprema
retornará a Terra, anunciando o início de uma nova era. É uma época de
relembrar o conhecimento em meio a escassez e da chegada do pássado
Quetzal, Kukulcan. É um prelúcio para mudanças maiores que ocorrerão
no Katun 13 e no 11, daqui a muitas décadas. Então estariamos no
começa de uma mudança para uma nova era. Os eventos do 11 de setembro
desempenham um papel importante nas mudanças que a nova era aludem. 11
de setembro correponde a data no calendário que representa mudança, o
ataque ao Afeganistão ocorreu na data que significa o ajuste ou o
equilíbrio.

As profecias de Chalam Balam estão abertas a interpretações, mas são
tão específicas que suscitaram previsões assustadoras de outros
acontecimentos histórico.


Os 5 grandes ciclos, o alinhamento cósmico, a precessão e o juízo final


Talvez o que mais importe no calendário da conta longa seja um tempo
mais abranente. Na cosmologia Maia, há 5 grandes ciclos, cada um com
cerca de 1.125 anos. Quatro já passaram. ” Os 4 ciclos anteriores
terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao
último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012.” diz Steven
Alten. Portanto o 5 e atual ciclo também terminará em destruição. O
que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno
cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. “A profecia maia
para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de
2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia.
É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos”
diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.

A cada 26.000 anos o sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao
mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do
eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama
Precessão. A data exata disto tudo é 21 de dezembro de 2012. “A Terra
oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em
relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos.” diz John
Major Jenkins.

Como os maias conseguiam prever fenômenos cósmicos 26.000 anos no
futuro continua um mistério, apesar do constante trabalho dos
pesquisadores. Sabe-se que por alguma razão eles atribuiam uma grande
importância ao ciclo da precessão. “A precessão é uma medida cósmica
tão lenta que a consideravam um sistema fundamental no qual embutiam
sua história e com a qual se localizavam no contexto do tempo.” diz
Bruce Scofield, pesquisador de astronomia maia.

Este raro alinhamento era muito importante para os maias e para saber
o porque temos que estudar o mito da criação dos maias, o “Popo Vuh”
ou o mito dos heróis gêmeos. O “Popo vuh” diz que a fenda escura na
Via Láctea era a entrada para o reino do além, uma porta para o mal. É
com o centro desta mesma fenda que o sol vai se alinhar em 21 de
dezembro de 2012. Segundo o texto sagrado, os senhores das profundezas
desafiaram o primeiro Pai para um jogo de bola. O grande Pai foi
traido e decapitado, mas seus filhos, os heróis gêmeos, desafiaram
para um novo jogo as profundezas e ganharam, ressuscitando o primeiro
Pai. (Este é o famoso jogo de bola dos maias, onde o capitão do time
ganhador, como recompensa, era sacrificado aos deuses). Existiria uma
ligação entre esta lenda e a profecia de 2012? Este jogo de bola do
maias parece mostrar que sim, pois seu simbolismo com o alinhamento é
interessante. A quadra representa a Via Láctea, o aro no meio do
quadra representa o centro da Via Láctea. A bola é o sol. A bola
entrando no aro representa o final dos tempos. Eventos astronômicos
raros vão acontecer em 21 de dezembro de 2012


O desaparecimento dos maias do sul em 900 d.C.


O que exatamento ocorrerá no dia 21 de dezembro de 2012? Ainda não
temos uma resposta definitiva pois não sabemos como os maias viam o
final do calendário de conta longa. Eles não podem nos dizer.

Talvez a chave para entender o verdadeiro significado da teoria do
juízo final não esteja no cosmos, mas sim na Terra. Se for este o
caso, a queda dos maias pode oferecer pistas tão reveladoras como
pertubadoras. Em 900 d.C., ao sul de suas terras, regiões inteiras
foram abruptamente abandonadas. A maioria dos avanços ténicos dos
maias perderam-se na história. Centenas de anos se passariam antes que
os maias revitalizassem suas cidades. No norte de seu território, a
civilização chegou a um novo apogeu. O que causou o subto
desaparecimento na região sul? Essa é uma grande questão e niguém sabe
a resposta. O maias previram o seu próprio fim de acordo com alguns. O
ano 900 d.C. em que se deu sua extinção corresponde ao 10 Katun no
calendário maia.

Dentre as teorias para o desaparecimento dos maias em 900 c.D. temos:

- Uma complexa teoria sugere que o aumento de manchas no sol pode ter
levado ao aquecimento do clima e levado a secas e fome.

- O crescimento populacional

- Exaustão dos recursos naturais

- Guerras frequentes

- A cobiça, que pode preceder a queda de uma civilização

- Uma combinação de fatores de vários fatores.

Neste contexto, a teoria do juízo final, apesar com complexo jogo
astronômico, pode ser simples. Todas as civilizações nascem, prosperam
e florescem. Após sua queda, uma nova ordem floresce. De fato, o
calendário maia sugere que depois de 2012 uma nova era pode surgir,
mas como ela seria continua um mistério. Após 2012, o segundo Katun
ocorrerá mais uma vez. Isso sugere que deveremos parar e pensar no que
fizemos no passado e sobre o que estamos fazendo no presente e como
devemos proceder no futuro.


Modos de interpretar a profecia maia do juízo final


Uma interpretação é: “Uma coisa é certa, devemos estudar os maias e
aprender com as suas profecias para entender melhor nossa sociedade e
nosso mundo e estes eventos que estão associados e que sabemos que
ocorrerão.”

Para outros a profecia é um alerta que se ignorado pode levar a um
desastre de imensas proporções.

A resposta pode estar na última página do códice de Dresden, que diz
que haverá uma série de fenômenos astronômicos. Ciclos venusianos,
lunares, de eclipses. A última página mostra a destruição do mundo
pela água. O mundo seria destruído por um dilúvio.

Para os maias, o fim do mundo não era uma idéia vaga e abstrata, mas
um evento muito real e específico. “O dia do juízo final para os maias
era a destruição total do mundo e seus habitantes.”, diz o Dr. Alen F.
Chase. “Quase todas as religiões falam de um juízo final. A diferença
entre a religião maia e as outras, é que o calendário maia, um
instrumento de tempo e espaço menciona a data específica do fim da
humanidade.”, diz Steven Alten, autor do livro Domain.

O tempo está se esgotando e o dia 21 de dezembro de 2012 se aproxima,
para finalmente revelar verdadeiramente o que irá acontecer: uma nova
era, um dilúvio ou um dia como outro qualquer…

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